Cabazes de Natal para famílias mais desfavorecidas

A câmara de Paredes acaba de anunciar a distribuição de mais de 1800 cabazes de Natal pelas famílias mais carenciadas e de fracos recursos económicos do concelho.
É uma atitude que aplaudimos e que merece o nosso total e completo empenhamento.
No entanto, porque seguimos a velha máxima de “o seu a seu dono”, não podemos aceitar que o contributo desinteressado dos cidadãos possa ser ignorado e muito menos omitido.
Celso Ferreira, na ânsia de “conquistar” simpatias, dentro e fora de portas, esqueceu-se (!) de dizer que a iniciativa foi concretizada, graças à generosidade dos paredenses.
Sim, é verdade. Houve recolha de géneros em supermercados e o povo de Paredes respondeu “presente” à chamada.
Sabemos que a dádiva de alimentos, concretizada por inúmeros cidadãos, tinha e tem um só objectivo, ajudar quem precisa e, por isso, querem anonimato porque praticam a solidariedade. Mas, quando confrontados com a apropriação indevida da câmara, que se intitula a responsável pela atribuição de alimentos, não podem deixar de manifestar natural indignação.
É verdade, a câmara arroga-se, em comunicado, de ter iniciado a distribuição de cabazes, onde diz ter gasto cerca de 16 mil euros, mas, deliberadamente, ignorou que a maior parte, senão a totalidade do arroz, massa, azeite, óleo, bolachas, aletria, queijo e leite, foi uma dádiva das dezenas ou centenas de pessoas que nos dias 12 de 13 de Dezembro, generosamente, participaram numa campanha de recolha de alimentos, que decorreu em cinco freguesias do concelho de Paredes.
Os paredenses sabem que podem contar com o Partido Socialista para encontrar respostas para as suas dificuldades.
O senhor presidente da câmara sabe que não conta connosco para enganar os paredenses.
É inadmissível esta tentativa de apropriação da generosidade do povo e, por isso, aqui estamos nós para aplaudir a iniciativa, mas para condenar a tentativa de apropriação.
Aqui fica o reconhecimento e, também, o nosso agradecimento a todos os cidadãos que, desinteressadamente, ajudaram a concretizar o apoio aos mais necessitados e que a câmara não foi capaz de fazer.
Bem hajam por isso.
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